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Conselho de Segurança da ONU sanciona seis dirigentes do M23 na RDC

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) colocou na Terça-feira sob sanções seis altos executivos de grupos armados que operam no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), onde os confrontos se intensificaram nas últimas semanas.

Os visados são acusados de terem “planeado, dirigido ou cometido” “actos que constituem violações dos direitos humanos ou do direito humanitário internacional”, segundo uma lista da ONU hoje actualizada.

As sanções consistem num congelamento de bens, inclusive na RDCongo, e na proibição de viajar.

Entre os sancionados mais mediáticos está Willy Ngoma, porta-voz do Movimento 23 de Março (M23), conhecido pelos seus vídeos em que aparece com soldados congoleses ou do Burundi capturados durante os combates.

Ele é o quinto líder desta rebelião predominantemente tutsi a ser colocado sob sanções do Conselho de Segurança. São acusados pela ONU e por organizações internacionais de direitos humanos de terem cometido numerosos massacres, violações, pilhagens e de submeterem os residentes a trabalhos forçados.

Após uma pausa de vários anos, pegaram novamente em armas no final de 2021 e operam ao lado do exército ruandês. Juntos, tomaram grandes áreas da província de Kivu do Norte, causando a fuga de mais de um milhão de pessoas.

Comandante e líder militar do grupo armado Twirwaneho, também predominantemente tutsi, Michel Rukunda, conhecido como “Makanika” e um desertor do exército congolês, juntou-se à lista de sanções por, entre outras acusações, “recrutamento e utilização de crianças” e “ataques a escolas e hospitais” na província de Kivu do Sul.

Cláudio Carlos
Author: Cláudio Carlos

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